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O Certo e o Incerto sobre a Vitamina C



Cura a gripe? Previne o câncer? Quais os riscos para a saúde em caso de carência ou de excesso? Tire suas dúvidas aqui e veja se vale a pena consumir os suplementos vitamínicos.

Engolir um comprimido de vitamina C pode ser muito mais fácil do que descascar uma laranja ou um kiwi. Mas será que vale a pena essa troca? Uma alimentação à base de vegetais pode ser uma opção muito mais vantajosa para sua saúde e seu bolso, além de ser mais saborosa. Consumir os suplementos de forma inadequada, sem orientação médica, pode causar alguns problemas de saúde. Esses suplementos geralmente têm uma quantidade de vitamina C maior do que os limites diários indicados por médicos e nutricionistas. Além de ser uma opção mais cara, pode até provocar doenças. Por outro lado, a carência da vitamina no organismo também pode causar riscos à saúde. O ideal é ter uma dieta adequada, balanceada, rica em frutas e verduras.


Os benefícios comprovados

A vitamina C é indispensável ao bom funcionamento do organismo porque:


Os possíveis benefícios

Há estudos que associam a vitamina C a certos benefícios, mas nem todos são aceitos pela comunidade científica. Não se sabe até que ponto a vitamina C é realmente causa desses efeitos. Observe alguns exemplos:


Até para crianças

Há 39 suplementos vendidos como vitamina C pura e mais 56 associados às mais diversas drogas, segundo o Dicionário de Especialidades Farmacêuticas 96/97. Muitas dessas associações, na maioria das vezes, não são justificadas. Possivelmente foram criadas por razões comerciais. Há até produtos específicos para consumo infantil. Neste caso, o único que respeita a dosagem recomendada para crianças é o Vita Base (foto). Mas lembre-se de que é sempre melhor consumi-los com recomendação médica. Para crianças que têm uma alimentação adequada, o consumo desses suplementos é dispensável. Além disso, muitos alimentos infantis, como algumas marcas de biscoitos, já são vitaminados.


As quantidades recomendadas

A necessidade da vitamina C varia de acordo com a idade e o modo de vida de cada indivíduo. A ingestão diária recomendada para adultos é de 30 a 60 miligramas, o equivalente a uma laranja ou meio mamão. As crianças têm uma necessidade diária proporcional à sua idade: até os rês anos, é recomendado o consumo diário de 35 mg; entre os três e nove anos, 50 mg; e entre os dez e doze anos, 60 mg. Para adolescentes, mulheres grávidas ou em fase de amamentação, a cota diária sobe para 80 mg por dia. Para quem pratica esporte, o ideal é ingerir o dobro de vitamina C aconselhada para pessoas sedentárias. Quem é fumante ou costuma beber bastante também deve aumentar o consumo de vitamina C, pois o fumo e o álcool dificultam a absorção da vitamina pelo organismo. Outras substâncias causam esse mesmo efeito: poluentes do ar, toxinas industriais, metais pesados, ácido acetilsalicílico (aspirina), antiinflamatórios a base de cortisona, diuréticos e antidepressivos.


Os riscos da carência

Consumir pouca ou nenhuma vitamina C pode trazer problemas. Os sintomas iniciais geralmente são: fadiga, perda de apetite, sonolência, depressão, irritabilidade, baixa resistência e possíveis rompimentos de microvasos sangüíneos. No entanto, esses sintomas são pouco específicos e, por isso, podem ter outras causas. Portanto, é sempre bom consultar um médico. A doença causada pela carência de vitamina C mais conhecida é o escorbuto. É caracterizada pelo enfraquecimento e sangramento gengival e até perda de dentes. Na época dos descobrimentos, nos séculos XV e XVI, os grandes navegadores viram-se confrontados com a doença, que dizimou tripulações inteiras.


Tomar em excesso não é bom

Se, por um lado, a vitamina C é indispensável ao organismo, por outro, não é aconselhável tomar doses exageradas. Geralmente o excesso (acima de 200 mg por dia) é eliminado pela urina. Já a superdosagem (quatro a dez gramas por dia) pode causar problemas respiratórios, gastrointestinais e aparecimento de cálculos renais. Também pode dificultar a ação de certos medicamentos anticoagulantes e interferir em resultados de exames laboratoriais. Uma forma de evitar a superdosagem é alimentar-se sempre de frutas e verduras, dispensando os suplementos.


No comprimido ou na fruta?

Vegetal CONTEÚDO (mg)
1 banana 20
150 g brócolis 170
175 g couve 80
300 g espinafre 270
1 goiaba 275
1 kiwi 65
1 laranja 65
1 maçã 20
1 mamão 125
150 g morango 95
1 pimentão 240
2 tomates 70